se essa lua fosse minha

Samurai

            Nossa casa tem um guardião solitário… Um sentinela atento aos seus muros. E o seu domínio se estende por todo o quintal.

            Ele é grande, esbelto e de porte altivo. O pêlo todo branco e de olhos espertos e amendoados.

            É amigo fiel, nobre cavalheiro das árvores. Adora crianças e defende a sua família,se preciso for, com unhas e dentes. Foi batizado de Samurai pelo meu menino mais velho . Nome dos antigos guerreiros japoneses. Ele é o nosso grande cachorro Akita.

            Tem temperamento divertido…Na maior parte do tempo é simpático e alegre. Gosta de fazer ” festa “…Às vezes a animaçao é tanta que quase nos derruba!

            Mas tem lá os seus momentos carinhosos… Pede afago  e sorri com a cauda alegremente abanando. E deita aos nossos pés e fica bem quietinho. Quando abrimos a porta, pela manhã, costuma nos saudar com uma folhinha segura no cantinho da boca.

            Esta semana, anda enamorado. De romance com uma cadela bonita,pastora alemã, dos nossos amigos da casa vizinha. Andam se encontrando de noite e de dia…Um caso de amor já antigo. Desse namoro canino já rendeu , num passado não muito distante, uma linda ninhada de onze filhotinhos!

            Mas hoje  é o aniversário dele!

            E pra esse nosso valoroso amigo,desejamos ainda muitos anos de vida tranquila,saudável e feliz !

           Porque afinal, ele pra nós é mais que um cachorro, é o  nosso valente guerreiro, que lembra as antigas lendas japonesas… O nosso grande Samurai!

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A Casa do Sítio

 

            A nossa casa  é simples…Nem grande nem pequena.  Foi erguida em um terreno alto, perto das árvores.  Ela  já é senhora…De um tempo meio antigo, que ainda está perto e ao mesmo tempo distante…

           Ela é guardiã da natureza…Fica ali quieta, iluminada, observando as plantas e os bichinhos ao seu redor. Gosta muito das samambaias da varanda, do bouganvilie e suas flores avermelhadas… É amiga da gigante   amendoeira da frente  e das pequeninas plantas que se espalham pelo quintal…Gosta  da visita bem humorada dos bem-te-vis  e   do encantado vôo dos beija-flores…Aprecia  o carinho do vento suave e o canto dos sábias de setembro…E adora o riso da gente!

                  Ela tem alma do Rio antigo…Muitas de suas partes vieram de outras casas muito mais antigas, de velhos casarões de Ipanema, que foram demolidos sem dó, nem piedade, para darem lugar à prédios frios e sem graça…Por isso, ela tem a memória do mar e de sua maresia  em suas paredes. E quando uma gaivota errante passa sobre os seus telhados, ela suspira  e recorda o seu passado. 

            Tem um certo orgulho das suas telhas da varanda ,que vieram das terras distantes da França  e se debruçam acolhedoramente sobre a entrada de suas largas portas…É  casa amiga, que sente prazer em acolher amigos e proteger crianças.

           Quando viemos pra cá , há oito anos atrás, foi amor à primeira vista…De nós por ela e ela por nós! Entramos na rua pra ver uma outra casa,bem menor e singela… O rapaz da imobiliária é que se lembrou : ” Vocês não gostariam de ver uma outra casa aqui pertinho? Ela se parece com uma casa de sítio…Vamos lá ? É sem compromisso…”

              E o encanto foi tanto entre ela e nós, que pequenos e inexplicáveis eventos se sucederam…E cá estamos na nossa ” casa de sítio” dentro da cidade do Rio de Janeiro…Habitando em meio a este lugar especial…Criando filhos  e plantando sonhos…

Alvorada na Baia da Guanabara

            Mais um dia amanhece pelas sinuosidades das montanhas, que emolduram  ao longe a baia de aparência tão suave…

            No olhar de algum visitante distante, as águas calmas deste mar,sugerem aconchego e paz.  O ar muito fresco desta hora é bálsamo e carinho para todo o espírito cansado…

           E o sol vem surgindo bem de mansinho,tingindo de dourado a superfície das águas…  O céu ainda meio escuro, está  tão quieto e limpo, anunciando mais um dia brilhante na cidade do Rio de Janeiro…

            De repente, os pássaros começam a riscar o ar…Surgem as garças e as gaivotas…E lá longe, um barquinho passa tranquilo,deixando um rastro de pequenas ondas…

            A testemunha desta cena  é o meu marido…E essa paisagem é parte do seu caminho para o trabalho.

             Não faz muito tempo, ele estava mais uma vez no seu caminho,quando parou em cima da ponte que da para o mar… Queria ver aquele espetáculo do amanhecer de novo. Mais a frente, já de volta  ao seu caminho,encontrou uma “blitz” da polícia…Fizeram ele parar.Queriam saber do motivo que o fez ficar parado dentro do carro, a poucos metros deles. Ele simplesmente respondeu: ” Vocês ainda não observaram a beleza da paisagem à direita?  Tive que parar  e olhar…”

            Os guardas se olharam meio surpresos…Olharam também a paisagem…E sem pedir nenhum documento, e sem perguntar coisa alguma,mandaram ele prosseguir no seu caminho…

            Nao sabemos o que se passou na mente deles…Talvez eles acharam que ele era mais um maluco de plantão…Ou talvez não…Talvez  apenas se surpreenderam, naquele início de manhã, com a simples visão daquela maravilhosa paisagem…

A Caçadora de Ipês

         Todo o início de setembro costuma ser assim…Fico sempre animada e ansiosa,olhando a paisagem das ruas por onde passo e vivo.Fico meio aérea, com os olhos atentos nas copas das árvores, à procura de um sinal delas…As encantadas árvores de ipês!

            Meu filho mais velho, o Daniel, sempre fala: ” Mãe…Você é mesmo uma caçadora de ipês,hein? ”  E sempre dou risada disso e falo pra ele com carinho: ” Meu filho, você sabe que acho a floração dos ipês uma das coisas mais lindas deste mundo…E é um espetáculo que só acontece uma vez por ano, pra cada árvore…”

               Sei que muita gente já falou da beleza dessas magníficas florações de ipês…Mas elas merecem realmente toda a nossa atenção.É preciso ter o coração muito fechado e os olhos muito atordoados, pra não  se emocionar com a impressionante visão de cada floração mágica !  E não me canso de admirá-las…

              Perto de nossa casa, na parte mais baixa da rua, existem algumas delas.E quando entra o mês de setembro e seu ar de primavera no ar, elas se esvaziam de suas antigas folhas, pra depois se encherem de incontáveis e belas flores amarelas! E  é uma visão tão deslumbrante, que no apogeu de cada floraçao, hipnotiza aa nossas retinas!

                     E  é por isso, que a cada setembro anunciado, me encanto com o chamado silencioso dessas amadas árvores, e saio pelas ruas à procura de suas flores, e encontro poesia nos seus ramos encantados…

 

Navegando de mansinho…

Que  as palavras da minha boca e o meditar do meu coracao sejam agradaveis a ti,Senhor…”       (  salmo 19  )

Bem vindos, meus amigos ( as ) !

  •                    Aqui estou eu, iniciando esta pequena aventura de blogar…
  • Navegando suavemente  por estes mares, pra mim ainda  desconhecidos, guiada pela  vontade de compartilhar  experiencias, vivencias e alegrias  dessa grande aventura que e  viver!
  •                     E para navegar, embarco nesse pequeno “veleiro-blog”  chamado “Se essa lua fosse minha”, cujo nome tem sabor de infancia e nostalgia…Um jeitinho meio vintage de ser, que lembra as cantigas de roda  e nos faz viajar no tempo… Ele e um pequeno trocadilho, que aponta para o futuro…Para o ser humano que busca as estrelas…
  •                  Que este meu “lugarzinho de escrever” seja sempre um cantinho de aconchego , alegria e criatividade… Um lugar para se aproximar dos amigos, de se sentir em casa… Uma pequenina ilha  de amizade!
  •                  Quero ter aqui a oportunidade de falar sobre muitos assuntos do universo feminino e familiar… Falar tambem sobre a natureza e o mundo ao nosso redor… E quero aproveitar para mostrar imagens que tanto gosto!
  •                 E contar um pouco da nossa estoria pessoal…E da incrivel luta que travamos tentando  viver perto da natureza, no meio de uma cidade agitada como o nosso Rio de Janeiro!
  •              Deixo um abraco pra todos  e Bem vindos  a bordo!

                                                                                            Teresa

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