A visita surpresa dos marrecos irerê!

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E aquela manhã surgiu ensolarada e viçosa, prometendo um dia de muito calor aqui na nossa cidade maravilhosa.

Então, lá estava eu, ainda sonolenta, me preparando para tomar meu café da manhã, quando ouço o barulhinho das chaves na fechadura da porta… Depois, logo percebi uns sons de agudos “piados” vindos da sala… Meu marido tinha acabado de sair para o trabalho e já estava de volta?

“Ah, deve ser filhote de passarinho caído do ninho!” Pensei alto na mesma hora.

Mas imaginem qual não foi a minha surpresa, em ver a frágil cabecinha de um filhote, que parecia ser um “patinho”, tentando escapar entre os seus dedos!

“Olhe o que eu encontrei bem aqui em frente ao nosso portão da rua… Um patinho perdido!”

E logo me vi encantada, em frente aquela criaturinha linda, delicada e assustada, que piava e se mexia sem parar…Ele até parecia um daqueles filhotes de pato de algum desenho animado…Ah…Uma graça!!!

Corremos que nem barata tonta pela casa, em busca de uma caixa alta de papelão para abrigar aquele ser alado… (Rs…)

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Mas meu marido precisava ir trabalhar…

E lá fiquei, eu e o “patinho” assustado, espantados um com o outro, num cantinho da sala…(Rs…)

Mas encarregada de encontrar o verdadeiro “dono do patinho”, fiquei à espera de falar com um dos nossos vizinhos que cria galinhas no seu quintal… Seria ele o dono desse graciososo bichinho?

Passado uns minutinhos, toca o telefone e marido informa que achou os “pais” do nosso patinho!

E para a nossa surpresa, havia mais filhotinhos, e a “família pato” inteira, estava escondida atrás do portão de nossos amigos vizinhos!

Isso quer dizer, “papai”, “mamãe” e “irmãos filhotinhos”!  (Rs…)

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Agora eu precisava correr e levar o assustado filhotinho de volta ao aconchego de sua mãezinha…

Logo, já estava descendo as escadas com a caixa nas mãos,  ansiosa para conhecer os pais daquele patinho!

E imaginem então, a grande alegria desse fujão patinho ao retornar à sua  linda família… Em segundos, ele já  tinha desaparecido dos nossos olhos e já estava bem abrigado e escondidinho embaixo das penas da sua amada “mamãe patinho”…

Mas eu estava mesmo era impressionada com a beleza e o jeitinho amoroso daquela bela família… Percebi que deveriam ser alguma espécie de  “patos silvestres”… E eu nunca tinha visto estes animais por aqui antes!!!

Como será que eles vieram parar por essa vizinhança?

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Depois de uma breve pesquisa, identifiquei a espécie daquelas aves maravilhosas: “Dendrosigna viduata”, que são na verdade os chamados “Marrecos Irerê”, também conhecidos como “paturi”, “marrecão”, “Siriri” e por muitos outros nomes.

Espécie encontrada praticamente por todo território brasileiro, podem ser vistas em toda a América do Sul e Central, com ocorrências na África Tropical.

São aves aquáticas e que gostam de viver à beira de rios, lagos , lagoas e áreas alagadas,

onde  se alimentam de plantas aquáticas que crescem nesses locais, além de pequenos invertebrados, peixinhos, crustáceos e até girinos.

E são aves que voam muito, vivem principalmente em bandos e costumam ter hábitos migratórios, ou seja, constantemente fazem longas viagens à áreas específicas de alimentação, descanso e reprodução.

Os pais parecem ser muito unidos e ambos se revezam nos cuidados com seus filhotes. São muito atenciosos e protegem com “patas,asas e bicos” os seus marrequinhos… Uma linda lição para muitos casais humanos!

No caso deste nosso casal visitante, eles pareciam bem ariscos, zangados e desconfiados conosco… E constantemente “papai e mamãe” irerês nos desafiavam com seus bicos… Pareciam dizer: “Não tentem pegar os nossos filhos ou vão levar umas bicadas!!!”  (Rs…)

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Sendo assim, acredito que este nosso simpático casal deve ter chegado até o lugar onde moramos através de um desses movimentos de vôos migratórios…

Por alguma razão, se adaptaram bem ao local e fizeram seu ninho no pequeno trecho de mata que ainda sobrevive no fundo dos nossos quintais…  Na certa, o ninho deve estar próximo à alguma área alagada.

E essa deve ter sido uma romântica “excursão”, que deu origem à lindos marrequinhos!

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Mas enquanto traçávamos um plano de ação para soltar essa doce família de marrecos em alguma das lagoas mais próximas e mais seguras daqui, os próprios “irerês” foram resolvendo a situação…

Então, quando nossos amigos vizinhos perceberam, os “pais marrecos” já tinham subido a escada de acesso à mata…

Mas e os marrequinhos?  Eles eram tão pequeninos que não conseguiam subir os degraus!

Nessa altura da estória, o nosso amigo vizinho teve de entrar em ação e, rapidamente colocou os 10 marrequinhos (!) na caixa que eu havia deixado por lá, e logo transportou todos eles para pertinho dos seus pais, e toda a “família irerê”, estava reunida novamente!

E lá se foram eles, tranquilamente, marchando, pais e filhotinhos, em fila indiana, rumo ao seu provável ninho escondido na mata…

Com certeza, deixando em nossos corações, um sentimento de ternura, admiração e de puro encantamento, que somente os presentes vindos da natureza podem nos oferecer…Verdadeiras bençãos de Deus, que espalham uma alegria genuína no nosso cotidiano, em meio à dureza dessa cidade tão grande!

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E para vocês, que acompanharam esta nossa pequenina aventura, aqui vão os nossos desejos de que a beleza e a ternura da natureza sempre ilumine e adoce os nossos caminhos! 

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18 comentários em “A visita surpresa dos marrecos irerê!

  1. Teresa, que coisa mais linda essa família. Pior que a gente quer que eles fiquem com a gente, mas que respeitem todas as normas da casa o que passa a ser um sofrimento para os danadinhos. Nada como voltarem felizes para o seu habitat.
    Teresa, por aqui, conhecemos esses patinhos como Paturí. Eles voam bastante em volta dos rios, mas faz um tempinho que não os vejo mais.
    Linda a sua postagem. Deus a abençoe muito.
    Um abração carinhoso para todos vocês aí.
    Manoel

  2. Teresaaaaaaaaaaaaaaa!
    Eu to apaixonada! Não acredito! Mas que FELICIDADE poder olhar para esta linda familia. Pegar um filhotinho nas mãos. Abrigar com respeito sabendo que eles tem a liberdade de uma hora partir. Eles são pinturas divinas de tão perfeitos. Os bebezinhos são muito fofinhos!
    Estou aqui suspirando….

    Eu amo tanto este marreco irerê que tenho um de madeira. Uma perfeição.

    Desejo uma semana abençoada.

    Beijinhos

  3. Que história mais bonita e emocionante Teresa, e o que é melhor…com um lindo final feliz! Ai amiga, dava tudo pra ver essa família seguindo em fila indiana, mata adentro…
    E que fofuras esses filhotes! Amei teus visitantes amiga, espero que eles voltem outras vezes rsrsrs…
    Que teu dia seja super feliz!!!
    bjus!

  4. Que visita inusitada, Teresa!! Praticamente assistindo a um documentário do National Geographic nos fundos de casa!!! kkkk Bjos, Lu

  5. Olá, minha doce amiga. Eu estou maravilhada com essa história e por conhecer essa bela família🙂
    Uma coisa me intrigou…se tiveram que subir para voltar ao ninho, como os marrequinhos desceram???
    Esse fujão deu uma sorte e tanta ter encontrado vcs🙂 coisinha mais fofa ele, dá vontade que a família toda ficasse, né?? Um post encantador, adorei. Beijinhoss para você e para sua linda família.

  6. Tereza
    posso imaginar tua felicidade e surpresa ao ver os Irerês
    não sabia o nome desses lindinhos . Lá no Parque Guinle, tem um casal deles.
    acho que já fotografei pois são belos demais!
    Como chegaram , partiram, Levando o doce mistério da natureza que
    você tão gentilmente nos deseja que apreciemos.
    tenha dias felizes!
    bj
    Zizi

  7. Oi Teresa bom dia! Sabe, dia desse eu li sua postagem do Pau Brasil do meu celular, estava sentado num banco de praça no centro de Vitória, só não comentei a net ta ruim.. E hoje vim cá pra ver essas lindezas!! Eu gosto de mais de patos, os acho muito fofinhos com o jeito desengonçado de ser rs, eu fico contente que tenha dado tudo certo com essa linda família, eu nunca tinha visto papos assim, realmente parecem aqueles patinhos de desenhos animados🙂

    bjs e abraços😉

  8. Oi Teresa! Que belíssima surpresa! Eles são lindos, imagino o encanto de tê-los tão pertinho. Que bom que a família se reuniu novamente com a ajuda de vcs!
    Bjos, Lú.

  9. Oi Teresa,
    Minha amiga querida, que coisa mais linda, lembrei de meu pai que morava no interior pertinho de uma lagoa, e os marrecos apareciam lá na casa dele e faziam até ninhos, pois ele tinha uns tanques para os patos, cheguei a conviver com esses bichinhos, ai que bom lembrar! Amei!
    Beijos!!!!!

  10. linda história ,Tereza…as vezes nos preocupamos com situações como essa…mas vc mesmo disse, logo eles mesmo se ajeitam…eu moro em zona rural e sei bem o que é isso…defronto com situações que gostaria de resolver para eles…mas pouco adiantaria, pois são animais silvestres e nossa ação poderia por em risco sua integridade…eles se viram bem…são livres e sabem o que fazer.Mas alegram o coração qdo de alguma forma fomos uteis á eles…eles como especie tem mt que ensinar aos homens, que estão mt mais preocupados em juntar, guardar,enriquecer, usufruir…e na maioria das x sem olhar o que o outro está precisando…O homem endureceu sua serviz e com isso não se compadece nem com um igual, qto mais com um bichinho tão lindo, que nos faz uma surpresa dessa,logo tão cedinho…Coisa de Deus…assim considero…Ele tem suas formas de nos dizer que nos ama e que está cuidando de nós…Tenho aqui, um Tamboril centenário, que o antigo dono tentou acabar com ele colocando fogo dentro do tronco…mas ele é mt grande e grosso, porisso o fogo fez uma enorme cratera dentro dele mas não o matou…qdo viemos para cá,meu marido cuidou dele, podou deu uma geral, e ele respondeu com flores e sementes e uma sombra maravilhosa. E eu morando aqui sózinha, longe dos meus filhos e família, sentia saudades de tudo,pois nasci em SP, na V.Mariana; lugar onde se tem de tudo na hr que vc quer…mas tinha sido uma opção do meu marido vir morar aqui…tudo bem…voltando ao tamboril…está eu na porta da cozinha, um dia de manhã, e vejo algo se mexer no buraco do tamboril..me aproximei e comecei a contar…1 2 3 …14 patinhos amarelos como gema de ovo…a coisa mais linda…pena que naquele tempo eu não tinha uma máquina fotográfica adequada…tirei fotos,mas não tinha computador, acabaram se perdendo…mas foi um presente que Deus me deu em um dia que meu coração estava triste demais…porisso me identifiquei com sua história, temos algo em comum: patos e seus patinhos…um gd abço…seja feliz sempre…

  11. Que familia mais fofa de patos que eu já vi…fiquei derretida por eles…
    que benção Teresa! Eu nunca vi desses patos, parecem estranjeiros, nem pensaria que são nativos..rsrs
    bjossss

  12. Oi, Teresa! Mas que bela história com final feliz! Confesso que fiquei com o coração na mão, lendo avidamente para saber se tudo deu certo para este simpático patinho! Que privilégio morar em um local que ainda recebe tão ilustres visitantes. Eu, muito raramente, vejo um passarinho na tela de proteção da varanda… Parabéns pela narrativa, adorei as fotos!

    Um grande abraço e uma ótima semana!

  13. Oi flor, que emoção em!!
    Estou daqui invejando você hehe.
    Amiga, que história linda de amor e companheirismo.Fico abismada em ver tanta lealdade entre os animais. Eles são demais. São lindos. Eu nunca tinha visto tão lindos…
    Abençoado seja seu canto e tudo que por aí chegar.
    Beijos e abraços com muito carinho

  14. Eu fiquei encantada com as fotos, com o texto todo que criou e nos segurou para saber o fim… e a saudade que essa família deixou!
    Você foi abençoada com a visita! Natureza é mesmo criação de Deus!
    Obrigada por dividir conosco… e por suas observações…=}
    Um bejim grande pra você!

  15. Olá aqui é a filha do Esteves amigo do seu esposo. Muito bonito seu blog, continue escrevendo e tirando fotos lindas como estas.
    Beijo🙂

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